A minha voz eu calei. Mandaram eu me calar.
O choro que chorei, dele mal pude falar.
O pranto engoli, os olhos sequei.
E fingi, então, ser forte. Mais uma vez.
Um abraço eu pedi, o ego inflado me negou
O beijo que eu quis, com sede me deixou.
Agora, nos versos que escrevo, sem abraço ou alento
O fogo se espalhou ou apagou com o vento?
Calada não pude chorar,
Nem sofrer, ou reinvidicar.
E, para acalmar o soluço, decidi água tomar.
Um litro mais outro
Quatro, cinco, não sei.
E de tanto engolir choro, bebi o oceano de uma só vez.
No comments:
Post a Comment