"Crucificaram o meu Mestre!", diziam as pessoas que enxergavam o Jesus humano (algo que, de fato, Ele nunca escondeu que era), pregado naquele madeiro, ensanguentado, morto. Muito choro, muitos questionamentos... "Será que foi tudo em vão?", indagava um discípulo... "Será que tudo aquilo que Ele ensinou era só mais uma doutrina vazia? Não é possível, meu coração queimava ao ouvi-lo!" perguntava um pescador, chorando.
Mas como era Deus e homem? Ninguém conseguia explicar o mistério da Trindade.
Judas não aguentou a pressão, se enforcou.
Pedro cortou a orelha de Malco, mas não suportou a perseguição, ao Mestre negou.
A galera toda dispersou.
Preso, julgado injustamente, calado, levado como ovelha muda ao matadouro.
Torturado, espancado, sem nada ter feito.
Entre gritos de "desce daí", "rei dos judeus", escárnio e maldizer... uma voz fraca que reconhecia a Sua realeza: "Quando entrares no Teu Reino, lembra-te de mim." E Ele lembrou!
Nem a cruz era pra Ele, mas, mesmo assim, ele pereceu, em lugar de.
Morreu. Sua mãe ficou aos cuidados de João.
3 dias depois, conforme o prometido Ele aparece: não mais derrotado, não mais reticente, ausente ou mudo. Apareceu vivo, ou melhor, ressuscitado.
Como assim ressuscitado? Me explica isso direito! Abre essa mão, me mostra essa ferida, deixa eu tocar, isso não pode ser verdade! Mas era.
Tomé tocou nas suas feridas, olhou e O reconheceu.
Os discípulos no caminho de Emaús, O reconheceram pelo partir do pão.
A mulher O viu ressuscitado, O reconheceu de imediato.
Prometeu ressuscitar, e ressuscitou.
Comeu peixe, mel, ficou com os Seus, depois ascendeu e subiu ao céu.
Prometeu Seu espírito derramar e derramou.
Prometeu, a nós, consolar e, tantas vezes, consolou.
Prometeu preparar-nos um lugar... E lá está.
Prometeu voltar para nos buscar, e vai!
Ele nos mostrou sua face de homem, parecendo das mesmas dores e tentações
Nos ensinou o caminho ao Pai, porque o caminho é Ele.
Rasgou o véu, nos achegou.
Intercedeu por nós através do Seu espírito, e com Ele, nos traz o consolo.
Anda conosco, Sua presença é ininterrupta.
Perdoa, ama, abraça, acolhe.
A existência dEle dá sentido e propósito à nossa.
Ele é Cristo, o motivo...
Ele é a Páscoa!
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