Sunday, April 20, 2025

Cristo Ressuscitado

Texto escrito na Páscoa de 2023 ❤️ 

Na sexta-feira O traíram com um beijo no rosto e O levaram (e quem de nós nunca passou por isso?) como já dizia a profecia. 

No sábado O mataram, deixando viver a Barrabás. Para os que não criam nas profecias, a esperança acabara ali e a dúvida pairava no ar: ressuscita ou não?

Foi pedido a João que cuidasse de sua mãe, naquela época, já idosa e viúva. Delegando a um amigo o cuidado com a pessoa humana mais importante de sua vida... Afinal ele era o Pai encarnado, mas também era homem.

No domingo a tumba vazia, o sudário deixado, o véu rasgado e a pedra removida. Era um deus, louco ou feiticeiro? 

Era Cristo, ressuscitado.

A ressurreição devolveu-nos a paz e a esperança da salvação, o sacrifício pagou uma dívida impagável e nos presenteou com uma graça imensurável, tão doce e linda como os ovos de Páscoa que comemos.

A Páscoa é Jesus mostrando-nos a ferida de Suas mãos, deixando-nos que toque. É Jesus nos falando de Sua jornada no caminho de Emaús. É Ele aparecendo primeiro a uma mulher em uma sociedade patriarcal. É Ele perdoando seus algozes pois "não sabem o que fazem". 

É a esperança devolvida em uma promessa de ressurreição, por muitos, já esquecida... Até mesmo pelos que criam.

A Páscoa é a vida.

É a passagem, o sangue derramado, nos umbrais das portas, na travessia em busca da terra prometida, e a ressurreição do Filho, que, em suma, era o Pai encarnado e manifestado.

A Páscoa é Cristo.

Cristo ressuscitado.

Feliz Páscoa ❤️

(Texto por Thais Martins)

O protagonista

 "Crucificaram o meu Mestre!", diziam as pessoas que enxergavam o Jesus humano (algo que, de fato, Ele nunca escondeu que era), pregado naquele madeiro, ensanguentado, morto. Muito choro, muitos questionamentos... "Será que foi tudo em vão?", indagava um discípulo... "Será que tudo aquilo que Ele ensinou era só mais uma doutrina vazia? Não é possível, meu coração queimava ao ouvi-lo!" perguntava um pescador, chorando.

Mas como era Deus e homem? Ninguém conseguia explicar o mistério da Trindade.

Judas não aguentou a pressão, se enforcou.

Pedro cortou a orelha de Malco, mas não suportou a perseguição, ao Mestre negou.

A galera toda dispersou.

Preso, julgado injustamente, calado, levado como ovelha muda ao matadouro.

Torturado, espancado, sem nada ter feito.

Entre gritos de "desce daí", "rei dos judeus", escárnio e maldizer... uma voz fraca que reconhecia a Sua realeza: "Quando entrares no Teu Reino, lembra-te de mim." E Ele lembrou!

Nem a cruz era pra Ele, mas, mesmo assim, ele pereceu, em lugar de.

Morreu. Sua mãe ficou aos cuidados de João.

3 dias depois, conforme o prometido Ele aparece: não mais derrotado, não mais reticente, ausente ou mudo. Apareceu vivo, ou melhor, ressuscitado.

Como assim ressuscitado? Me explica isso direito! Abre essa mão, me mostra essa ferida, deixa eu tocar, isso não pode ser verdade! Mas era.

Tomé tocou nas suas feridas, olhou e O reconheceu.

Os discípulos no caminho de Emaús, O reconheceram pelo partir do pão.

A mulher O viu ressuscitado, O reconheceu de imediato.

Prometeu ressuscitar, e ressuscitou.

Comeu peixe, mel, ficou com os Seus, depois ascendeu e subiu ao céu.

Prometeu Seu espírito derramar e derramou.

Prometeu, a nós, consolar e, tantas vezes, consolou.

Prometeu preparar-nos um lugar... E lá está.

Prometeu voltar para nos buscar, e vai!

Ele nos mostrou sua face de homem, parecendo das mesmas dores e tentações 

Nos ensinou o caminho ao Pai, porque o caminho é Ele.

Rasgou o véu, nos achegou.

Intercedeu por nós através do Seu espírito, e com Ele, nos traz o consolo.

Anda conosco, Sua presença é ininterrupta.

Perdoa, ama, abraça, acolhe.

A existência dEle dá sentido e propósito à nossa.

Ele é Cristo, o motivo...

Ele é a Páscoa! 

Thursday, April 17, 2025

10 Uncomfortable truths about (Brazilians) living abroad

10 Uncomfortable Truths About Living Abroad

(Adapted from "7 Verdades Indigestas Sobre Morar Fora do Brasil" by Hermes C. Fernandes.)

Living abroad isn’t always as glamorous as it looks on Instagram. In real life, there are way more lonely Sundays, unspoken fears, and personal values no one else cares about than glasses of wine under the Eiffel Tower.

1. You will ALWAYS be a foreigner.

No matter how many connections you make, how fluent you are in the language, or how long you live there—you'll still be the outsider. In some places, people will welcome you like family; in others, they'll smile politely but grumble behind your back. You might dress like a local and act like one, but your accent, looks, or personality will give you away. Sometimes being Brazilian will make people smile; other times, it will make them judge you

2. Your impressive résumé might be worth as much as toilet paper.

People often see the negatives first: your visa doesn’t meet their needs, they prefer to hire locals, you don't have "enough experience," they need a native speaker, or your Dutch/English/French/Italian/Portuguese/German/Spanish isn’t good enough. And if you're offered a job way below your experience and you turn it down, the stereotype comes fast: "immigrants don’t like to work."

3. Not everyone will be interested in what you have to say.

Some people will be genuinely excited about your stories and explanations. Others will interrupt with, "you talk too much," "this is taking too long," or even, "I have no idea what you’re talking about." Some will recognize your intelligence — but... poor you, you don't have a local diploma.

4. You’ll always miss your family and friends.

 It doesn’t matter how many years go by, how many new friends you make, or even if you build your own family. You’ll always miss your roots.

5. Sometimes you’ll feel like a failure.

Especially in places where displaying emotions isn’t exactly encouraged. You’ll cry alone many times, sometimes over things nobody else understands — and you'll be called dramatic for it.

6. Emotional support is rare — like finding a diamond.

Lose your job? Don’t expect many hugs or "everything will be okay" talks. Society tends to measure your worth by how much you can contribute, not by who you are. This utilitarian mindset even creeps into friendships and relationships... And sometimes, not even your family gets it. Instead of real support, you’ll hear things like, "Just come back home" or "If I were you, I'd have never left..." — as if leaving everything behind was that easy. As if going back would magically fix all the problems you have, as if your choice is an offense to them.

7. You may lose your sense of belonging. 

You may feel like a foreigner abroad — and like a foreigner in your own country when you return.

8. Not every service is better than in Brazil.

Bureaucracy can be a nightmare, efficiency can be painfully slow (waiting 10 days for a simple email reply, for example), and there's often a reactive rather than preventive approach to problems. Then, when something happens... Well, Brazilians? We solve issues over a quick WhatsApp call. Elsewhere? Be ready to wait... and wait some more. First, they have to blame someone, then complain, then start to figure out, then contact a service and wait for more 30 days until its conclusion.

9. Yes, there are many advantages.

Less corruption, better safety, amazing places to visit, great transportation systems, better healthcare, better education, learning different languages, doing different things, etc. Living abroad can expand your horizons — but it can also shatter parts of you.

So, the real question is:

How much are you willing to let go of?

How much can you sacrifice?

How many times can you be underestimated before you crack?

How many lonely tears can you wipe away by yourself?

And last but not least:

10. Living abroad isn’t about right or wrong.

It’s not about winning or failing.

It’s about how much uncertainty you can handle without losing yourself.

Benalmádena, Spain. 2020. My very first year living abroad.





Thursday, April 3, 2025

O soneto do grito mudo - Por Thais Martins

A minha voz eu calei. Mandaram eu me calar.

O choro que chorei, dele mal pude falar.

O pranto engoli, os olhos sequei.

E fingi, então, ser forte. Mais uma vez.


Um abraço eu pedi, o ego inflado me negou

O beijo que eu quis, com sede me deixou.

Agora, nos versos que escrevo, sem abraço ou alento

O fogo se espalhou ou apagou com o vento?


Calada não pude chorar,

Nem sofrer, ou reinvidicar.

E, para acalmar o soluço, decidi água tomar.


Um litro mais outro

Quatro, cinco, não sei.

E de tanto engolir choro, bebi o oceano de uma só vez.


Vini Júnior, presente!

"Eu não tenho nada contra macacos, inclusive porque penso que os macacos são muito mais inteligentes que um racista." - Balotelli....